Vinhas antigas e técnicas inovadoras unem-se na criação dos vinhos tinto, branco, rosé e colheita tardia Olho no Pé, que já fizeram fãs. Agora, um Moscatel, de 2010, acabou de chegar às lojas da especialidade.
Vinhos com personalidade crescem nas mais frescas encostas do Vale do Douro, a altitudes que variam entre os 500 e os 600 metros, em solos derivados de xisto e granito. À frente da casa Folias de Baco, aliando tradição e inovação, está Tiago Sampaio.
Oriundo de uma família ligada à vinha e à produção de vinho, cedo soube que este seria o seu destino. Do Porto, cidade onde nasceu e cresceu, rumou ao Douro agreste de Alijó para produzir um néctar que chega às melhores lojas, entre as quais o exclusivo Club del Gourmet, do El Corte Inglês.
One man show, a marca Folias de Baco e os néctares branco, tinto, rosé e colheita tardia saem-lhe das mãos, da sua imaginação e experiência, balizada por uma longa formação sempre em torno da agricultura e dos vinhos, como denota o doutoramento em Viticultura e Enologia, concluído na Oregon State University, nos EUA. Uma forma diferente de conceber o vinho que terá influenciado a produção, começada corria o ano de 2007, na quinta e adega da família.
Os vinhos Olho no Pé transparecem estas diferentes experiências: a da família, ligada às tradições vinícolas do Douro, em que o avô trabalhava, mas também a da especialização nos Estados Unidos, onde ganhou uma paixão pela casta Pinot Noir que agora dá o mote ao tinto da casa.
No regresso a Portugal, após quatro anos passados na Universidade de Oregon, para tomar conta das vinhas da família em Alijó e em Sanfins do Douro, onde se situa a adega, Tiago Sampaio trouxe na bagagem cerca de 15 clones de Pinot Noir. Plantou-os junto a vinhas com sete décadas, nas mais frescas encostas do Vale do Douro.
Da aliança entre os conhecimentos adquiridos ao longo de gerações e os mais recentes avanços científicos nascem estes vinhos sedutores, complexos, misteriosos e de grande versatilidade gastronómica, proporcionando momentos de grande prazer. Também o nome, incomum e irreverente, não é alheio a esta conjugação de fatores, aliando a tradição da cultura vitivinícola do Douro e a inovação de uma nova geração.
O novo Moscatel Galego 2010 é um vinho diferente já que a casta Moscatel - habitualmente usada na produção de vinhos licorosos ou de mesa varietais é aqui usado em mono casta, resultando num vinho de mesa agora comercializado pela primeira vez. O néctar tem origem em uvas colhidas em setembro de 2010 da casta Moscatel Galego e foi engarrafado em abril de 2011, após um estágio de seis meses em cuba de inox. Um vinho diferente, pouco alcoólico mas muito aromático.
A conhecer também:
Olho no Pé Rosé Grande Reserva 2008
Touriga Nacional (75%) e Tinta Barroca (25%) compõem o Olho no Pé Rosé Grande Reserva 2008, que estagiou 10 meses em barrica. Preço:
Olho no Pé Branco Grande Reserva 2009
É de vinhas velhas, com mais de 70 anos, que nasce o Olho no Pé Branco Grande Reserva 2009, juntando castas como Viosinho, Gouveio e Rabigato que contam com um estágio de 12 meses em barrica.
Olho no Pé Pinot Noir Grande Reserva 2008
A casta Pinot Noir, pela qual o produtor se apaixonou durante o doutoramento que fez em Oregon, nos EUA, domina este tinto que estagiou 22 meses em barrica.
Olho no Pé Colheita Tardia 2008
Este vinho doce, proveniente de vinhas velhas, com mais de 70 anos, com base em Gouveio, estagiou 22 meses em barrica, depois das uvas, em estado maduro extremo, terem sido escolhidas em três fases na mesma parcela. Saiba mais no site das Folias de Baco
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*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
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